Quinta da Romaneira Dona Clara Tinto 2018

Quinta da Romaneira Dona Clara Tinto 2018

€21,00
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Quinta da Romaneira Dona Clara Tinto 2018

Quinta da Romaneira Dona Clara Tinto 2018

Dona Clara usa o nome, bem como a imagem, da casa principal da Quinta, Dona Clara.

As uvas deste vinho são provenientes de toda a Quinta da Romaneira e, mais do que qualquer outro vinho, o Dona Clara é hoje um fiel representante de todas as vertentes da propriedade e de todas as castas ali cultivadas. A partir de 2019, o lote de Dona Clara não é apenas composto por todas as castas tradicionais do Douro cultivadas na Romaneira: Touriga Francesa, Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinto Cao, mas inclui também alguns lotes de Syrah e Petit Verdot, dois monovarietais de grande sucesso na Romaneira que trazem mais complexidade e profundidade ao lote do Dona Clara.

€21,00
Em stock
Ano 2018
Capacidade 75cl
Castas Touriga Nacional, Touriga Francesa, Tinto Cão, Tinta Roriz e Sousão
Origem Portugal
Produtor Quinta da Romaneira
Região Douro
Teor Alcoólico 13,5


Em 1757, por altura das demarcações pombalinas, já existiam parcelas de vinhas bem como algumas das Quintas que viriam a tornar-se parte da Romaneira. Assim, 1757 trata-se apenas do ano do registo oficial da Quinta (feito aquando das tais demarcações decididas pelo Marquês de Pombal), uma vez que as vinhas já teriam sido plantadas algumas décadas antes.
O padre Vilaça Bacelar herdou em 1844 as terras da Romaneira e não passou despercebido a Joseph James Forrester quando este criou a sua gravura da Rua Nova dos Ingleses (hoje, Rua Infante D. Henrique). O padre está entre as poucas figuras portuguesas residentes no Porto a ser retratado, acompanhado obviamente de inúmeros ingleses. Curiosamente, a Romaneira tem, desde 2011, o seu escritório comercial nessa mesma rua da cidade do Porto.
A Romaneira também aparece no famoso Mapa do Barão de Forrester, de 1843, com o nome de “Quinta dos Reis”. A abundância de Rosmaninho terá, mais tarde, dado o nome actual à propriedade.

Ainda no Século XIX, a Joaquim de Souza Guimarães (cujas iniciais estão presentes no topo do portão de uma das casas da Quinta, com a data de 1854) coube a glória de ter produzido os vinhos do Porto de 1861 e 1863, que a famosa casa de leilões Inglesa “Christie’s” licitou em 1872. Foi uma clara indicação de prestígio da marca, considerando ter sido o primeiro Porto “Single Quinta” a ser lá leiloado.
São feitas várias menções à propriedade em obras de grandes autores do século XIX, como Henry Vizetelly, que se dedicava ao estudo do Vinho do Porto. O Visconde de Vila Maior classifica ainda o vinho da Romaneira como "um dos melhores do Douro, notável pela sua suavidade, corpo e aroma". O mesmo Visconde presumiu que a casta “Tempranillo” foi originalmente importada de Espanha e introduzida pela primeira vez no Douro na Romaneira, sendo mais tarde apelidada na região de “Tinta Roriz”.

SÉCULO XX
Em 1942, Arnaldo Dias Monteiro de Barrros compraria a Romaneira, nela integrando várias Quintas vizinhas que entretanto adquiriu, o que tornou a Romaneira uma propriedade gigantesca (para os padrões do Douro).

SÉCULO XXI
Já em 2004, Christian Seely (responsável, desde 1993, pelo renascimento de outra distinta propriedade do Douro, a Quinta do Noval) transforma o seu sonho em realidade, reunindo um grupo de investidores (maioritariamente franceses) para viabilizar a aquisição da Romaneira, uma propriedade com 412 hectares e mais de 3 Quilómetros de frente de rio.
Em finais de 2012, a Romaneira passaria a ter como sócio André Esteves, empresário Brasileiro, também apaixonado pela região do Douro. Com os dois sócios compartilhando o mesmo sonho, a Quinta vai-se consolidando no grupo de elite do Douro. A Quinta da Romaneira encontra-se hoje, após mais de 260 anos de existência, no seu melhor momento. Muitas das parcelas de vinha continuam a ostentar o nome das antigas Quintas pré-filoxéricas que deram origem à propriedade na sua extensão atual: Liceiras, Carrapata, Malhadal, Barca, Bairral e Pulga – a maior parte delas classificadas nas demarcações pombalinas de 1757 como produtoras de “Vinho de Feitoria” (a qualidade mais elevada naquela época – com capacidade de exportação através da Feitoria Inglesa do Porto).

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