Quinta da Romaneira Tinto 75cl

22,50

Castas:Touriga Nacional (40%), Touriga Franca (40%), Tinta Roriz (10%) e Tinto Cão (10%)

Estágio: 14 meses em barricas de carvalho francês de 225 litros

Fresco e equilibrado, intenso e frutado, carácter selvagem e especiado, taninos presentes, mas elegantes, são expressões típicas da grande vinha da Romaneira.

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SÉCULOS XVIII & XIX
Em 1757, por altura das demarcações pombalinas, já existiam parcelas de vinhas bem como algumas das Quintas que viriam a tornar-se parte da Romaneira. Assim, 1757 trata-se apenas do ano do registo oficial da Quinta (feito aquando das tais demarcações decididas pelo Marquês de Pombal), uma vez que as vinhas já teriam sido plantadas algumas décadas antes.
O padre Vilaça Bacelar herdou em 1844 as terras da Romaneira e não passou despercebido a Joseph James Forrester quando este criou a sua gravura da Rua Nova dos Ingleses (hoje, Rua Infante D. Henrique). O padre está entre as poucas figuras portuguesas residentes no Porto a ser retratado, acompanhado obviamente de inúmeros ingleses. Curiosamente, a Romaneira tem, desde 2011, o seu escritório comercial nessa mesma rua da cidade do Porto.
A Romaneira também aparece no famoso Mapa do Barão de Forrester, de 1843, com o nome de “Quinta dos Reis”. A abundância de Rosmaninho terá, mais tarde, dado o nome actual à propriedade.

Ainda no Século XIX, a Joaquim de Souza Guimarães (cujas iniciais estão presentes no topo do portão de uma das casas da Quinta, com a data de 1854) coube a glória de ter produzido os vinhos do Porto de 1861 e 1863, que a famosa casa de leilões Inglesa “Christie’s” licitou em 1872. Foi uma clara indicação de prestígio da marca, considerando ter sido o primeiro Porto “Single Quinta” a ser lá leiloado.
São feitas várias menções à propriedade em obras de grandes autores do século XIX, como Henry Vizetelly, que se dedicava ao estudo do Vinho do Porto. O Visconde de Vila Maior classifica ainda o vinho da Romaneira como “um dos melhores do Douro, notável pela sua suavidade, corpo e aroma”. O mesmo Visconde presumiu que a casta “Tempranillo” foi originalmente importada de Espanha e introduzida pela primeira vez no Douro na Romaneira, sendo mais tarde apelidada na região de “Tinta Roriz”.

SÉCULO XX
Em 1942, Arnaldo Dias Monteiro de Barrros compraria a Romaneira, nela integrando várias Quintas vizinhas que entretanto adquiriu, o que tornou a Romaneira uma propriedade gigantesca (para os padrões do Douro).

SÉCULO XXI
Já em 2004, Christian Seely (responsável, desde 1993, pelo renascimento de outra distinta propriedade do Douro, a Quinta do Noval) transforma o seu sonho em realidade, reunindo um grupo de investidores (maioritariamente franceses) para viabilizar a aquisição da Romaneira, uma propriedade com 412 hectares e mais de 3 Quilómetros de frente de rio.
Em finais de 2012, a Romaneira passaria a ter como sócio André Esteves, empresário Brasileiro, também apaixonado pela região do Douro. Com os dois sócios compartilhando o mesmo sonho, a Quinta vai-se consolidando no grupo de elite do Douro. A Quinta da Romaneira encontra-se hoje, após mais de 260 anos de existência, no seu melhor momento. Muitas das parcelas de vinha continuam a ostentar o nome das antigas Quintas pré-filoxéricas que deram origem à propriedade na sua extensão atual: Liceiras, Carrapata, Malhadal, Barca, Bairral e Pulga – a maior parte delas classificadas nas demarcações pombalinas de 1757 como produtoras de “Vinho de Feitoria” (a qualidade mais elevada naquela época – com capacidade de exportação através da Feitoria Inglesa do Porto).

Peso 1.4 kg

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